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| Fotografía de Helen Korpak |
VOLO ME TANGERE
Lavarme la cara y mirar de nuevo.
Abrir, cerrar, volver a abrir los ojos.
Sacarme la lluvia de dentro y mezclarla,
mezclarla con el agua de fuera.
Tantear la toalla sin apartar la vista del reflejo.
Estrujar el corazón y dejarlo seco.
Plantarle un tulipán en todo el centro, en pleno mes de Diciembre
con la que está cayendo.
Saber que es real lo que veo, lo que bebo.
No pensar en nada más,
él está esperándome
bajo el edredón de mi cama, con un ramo de flores blancas saliéndole del pecho.
Y yo aquí, preguntándome
porqué es tan difícil aceptar lo bueno.
VOLO ME TANGERE
Esfregar a cara, voltar a ver.
Abrir, fechar, reabrir os olhos.
Desentupir a chuva interna e misturá-la,
misturá-la com a água externa.
Tentear a toalha sem separar a vista do reflexo.
Espremer o coração, deixá-lo seco.
Plantar nele uma tulipa em pleno centro, em pleno Dezembro
para com ela cair.
Saber que é veraz o que vejo, o que bebo.
Não pensar em mais nada,
espera-me ele
debaixo do edredão com um bouquet de flores brancas saindo-lhe do peito.
Eu a perguntar-me
Tão difícil o belbom.
TRADUCCIÓN 2
VOLO ME TANGERE
Lavar a cara e olhar de novo.
Abrir, fechar, voltar a abrir os olhos.
Tirar a chuva de dentro e misturá-la,
misturá-la com a água de fora.
Tentear a toalha sem separar a vista do reflexo.
Espremer o coração e deixá-lo seco.
Plantar nele uma tulipa em todo o centro, em
[pleno mês de Dezembro
com a qual está a cair.
Saber que é real o que vejo, o que bebo.
Não pensar em mais nada,
ele está à minha espera
debaixo do edredão com um ramo de flores [brancas saindo-lhe do peito.
E eu aqui a perguntar-me
porque é tão difícil o bom.
(Sevilla, España, 1983)
Traducción de Alberto Augusto
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